sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Minha História

02112012

Ola!

Sou o "Gatinho Levi" e através da minha mamãe estou aqui contando a minha história.

          Não sei bem o dia que nasci mas pelo que disseram foi final de Fevereiro para inicio de Março e hoje estou com 7 meses. Tenho o pêlo pretinho e alguns poucos fios brancos também.
Sou como dizem, de raça não definida. Não sei quem são meus pais, porque fui tirado deles muito bebê e fui levado para uma Pet Shop para doação e foi ali que uma colega da minha mae me viu, avisou a minha mae e no mesmo dia fui adotado.Pois quando a minha mae me viu, sentiu um grande amor por mim,  eu estava muito magrinho, sentia muito frio. Acredito que tinha apenas um mês de vida; ao me levar a minha mamãe aproveitou e comprou todo o meu enchoval e para não me deixar sozinho, adotou um outro gatinho de raça siames, para ser meu maninho.
 Eu todo pretinho e o meu maninho de olhos azuis e bem clarinho.
Quando chegamos em casa eu e meu maninho estavamos assustados eu me escondia atrás dele,  naquele momento eu me sentia protegido por ele, ele tinha uma carinha de poucos amigos e fazia tufu para todo mundo.


          Minha mamãe nos dava muito amor, mas tinha que trabalhar e  nos deixava sozinhos até a tardinha. quando retornava do trabalho, nos enchia de beijinhos.. Eu e meu maninho brincavamos, mas  na maioria das vezes ele mudava de temperamento muito rápido,  não deixando que eu me aproximasse dos brinquedos, acho que ele era  muito ciumento. hehehe.



          Os dias iam passando, tomamos as nossas vacinas, até que um dia, minha mãe percebeu que eu tentatava brincar com algum brinquedo e meu mano corria na frente para evitar que me aproximasse do brinquedo, pois ele, apesar de me ajudar em alguns momentos, como nesse dia quando a minha mãe chegou do trabalho, meu maninho teve a idéia de nos esconder e ficamos olhando a mamae ficar nos procurando pela casa inteira, foi muito divertido. Confesso que meu maninho era cheio de idéias,eu mal podia subir no móvel, por ser mais fraquinho, mas meu maninho me empurrava, me puxava até eu conseguir subir.

                                   


Na fotinho abaixo eu tentei brincar com a bolinha.., mas nao deu. então saia de perto.
         

          Então a minha mamãe teve que fazer uma escolha ou ficava comigo ou com meu maninho e ela me escolheu.Lembro muito bem no dia da partida de meu maninho, quando ele foi colocado na caixinha por minha mamae que chorava muito, ele lá dentro gritando e me agarrando pelo braço e eu fora também o agarrava, queria tirar ele lá de dentro, sentia que ele nunca mais retornaria. Fiquei com muita dó dele, apesar de tudo ele gostava de mim da maneira dele e juntos fizemos muita bagunça, aprendi muito com ele. Mas ao mesmo tempo me sentia livre para brincar com os brinquedos e fazer algumas estripolias, que algumas vezes não podia fazer.
No outro dia quando minha mamãe saiu, senti um vazio muito grande, apesar de tudo gostava do meu maninho. Chamei ele por alguns instantes e me calei. Tive que me acostumar com minha nova realidade.
Meu maninho? está muito bem, foi para a Cidade de Venancio Aires e a senhora que o adotou, tinha um outro Siames já muito velhinho e queria outro, então a sua filha o levou para dar a Mae. A minha mae adorou eles e teve certeza que tinha entregue a pessoas certas, que amavam gatinhos, que cuidariam dele com muito amor.


Comecei a brincar sozinho com meus brinquedos, agora todos meus, até esquecer que um dia tive um maninho.




Agora o que quero é fazer fuzarca sozinho mesmo e energia tenho muita, fiquei muito peralta mesmo, confesso. Mas eu ainda sou um menininho e é sinal que tenho muita saúde, por isso quero brincar, correr pela casa, fazer bagunça.


Hoje dia 27102012, estou sentindo algo diferente em casa, minha mamae acordou mais cedo, me beijou muito, e  não me deu o lanchinho da manhã, ontem a noite lanchei cedo e não comi mais nada, fiquei pedindo e ela nada. Sinto que alguma coisa vai acontecer comigo, não quero ficar parado, fico agitado, correndo por todos os lados. até que o interfone toca e eu corro dentro de casa. Minha mamãe me pega e coloca dentro da caixinha de levar, sinto que irei para algum lugar. Minha mamae abre a porta e eu sou levado para uma clinica. Não me lembro mais de nada, quando acordo, estou sendo levado para casa. Vejo a minha mamãe toda aflita e sinto uma dorzinha em minhas bolinhas..fico lambendo elas. Chegando em casa minha mãe me dá um remedinho, me beija muito e diz que sentia muito que era para meu bem. fui Castrado.

No outro dia fico ainda mais rebelde, pulo por tudo, sou levado para a caixinha varias vezes e fechado lá. Minha mamae chora e diz que é para meu bem. Mas eu não quero saber, encomodo, fico miando, quero sair dali e correr pela casa, quero encomodar, porque ela fez isso comigo, sou da natureza, vim para procriar, ter meus filhinhos, sair por ai, caçar. Mas a minha mãe e outras adeptas a castração acham que eu poderia fugir se não fosse castrado, que encomodaria, que sairia atrás de gatinhas que eu posso ser morto por algum vizinho ou apanhar de outros gatos. ok, acho que ela tem razão. Sei que a minha mamãe que me cuida com tanto carinho, jamais pensaria que isso fosse para o meu mal e sim para o meu bem. Fui privado de tudo isso para meu bem. Sou mantido preso em nosso apartamento para meu bem, porque se sair para rua, eu que nunca sai por ai, nem saberia o que fazer pelas ruas, acabaria morto mesmo. aqui eu tenho comida, carinho, brinquedos, uma caminha quentinha, as vezes durmo com minha mamae.


.., não trocaria isso tudo para ficar por aí vagando não.

Aqui Estou eu, tomando o meu Solzinho, quer saber, eu tenho é muita sorte.


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